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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Avatar


Filme mais esperado de 2009 realizado por James Cameron e interpretado por Sam Worthington, Zoe Saldana e Sigourney Weaver.


É um filme muito importante na história da 7ª Arte, sem dúvida o mais importante da década, embora esteja muito longe de ser o melhor (Haverá Sangue, Grizzly Man…). Trata-se de uma película absolutamente revolucionária, visto que usa o 3-D de uma maneira nunca antes vista. Ver esta obra em 2-D não faz grande sentid, a razão pela qual se trata do filme mais inovador da década é o 3-D…


Neste filme os produtores devem ter pensado que se fizessem uma coisa bonita (esteticamente), a história poderia ser a coisa mais ridícula alguma vez contada e as pessoas iriam gostar na mesma…foi mais ou menos isso que aconteceu. Claro que a história tem a sua piada e não é o argumento mais ridículo de sempre, mas algumas das “deixas” deixam muito a desejar. Não houve grande cuidado em criar uma história profunda e com sentimento. A magia do cinema é contar histórias, histórias interessantes. A história deste filme não é nada inovadora, não nos faz pensar em nada de interessante e, simplesmente, mantem-nos entretidos durante duas horas e meia (isso não é mau, antes pelo contrário, mas os standards daquilo que é entretenimento andam muito baixos).






O filme fala de um jovem paralítico que é levado para um planeta onde interagirá com os seres estranhos que aí habitam. Para isso é induzido num sono esquisito (coisa à Hollywood). Acaba por se apaixonar por uma alienígena que, por acaso, é a filha do chefe do clã (Hollywood ao CUBO!).


A história, como disse, não passa de uma colagem de clichés ridículos muito em voga no cinema americano. Algumas das falas das personagens são rídiculas ao ponto de deixar o espectador desconfortável (era suposto ter piada?)…


Agora vamos ao que interessa. Do ponto de vista visual o filme é estonteante e não pode deixar ninguém indiferente. Aquilo que eu vi com aqueles óculos foi LINDO…é raro verem-se filmes tão belos, com tanta cor, com tanto brilho, com acção e lutas tão bem filmadas. A beleza visual deste filme deixa qualquer espectador boquiaberto. Avatar é um filme que ninguém devia ver sem ser no grande ecrã.






Ainda que seja um acontecimento na História do Filme, acho que este não vai ser o futuro do cinema. Eu vou ao cinema para ser catapultado para outras dimensões. Avatar é capaz de me transportar para um mundo diferente, mas apenas fisicamente. Eu senti aquilo que se estava a passar, mas não o vivi. Há filmes que podem ser vividos. Podiam mencionar muitos. Escolho um do meu realizador preferido, 2001: A Odisseia no Espaço, esta grande obra-prima do cinema transporta-me para outra dimensão, mas fá-lo do ponto de vista espiritual. Eu vivi completamente esse filme, deixei que ele tomasse conta de mim e me fizesse saltar de dimensão. É, sem dúvida, um filme maior que a vida. Avatar não consegue operar do ponto de vista espiritual. As personagens não têm sentimentos, não se envolvem, não “conquistam”…A máquina Hal 9000 de Stanley Kubrick tem mais sentimentos que aquela tripulação ridícula toda junta. Mas também…Kubrick foi um dos Deuses do cinema, enquanto Cameron é apenas mais um desses fantoches de estúdio. Infelizmente já não se fazem Homens como o Kubrick…


Resumindo: enquanto a tecnologia não estiver ao serviço da arte o 3D, os efeitos especiais e todos os avanços tecnológicos não vão servir de muito...Para haver bons filmes é preciso haver sentimento...A Avatar falta-lhe isso e, caso tivesse, até poderia ser um grande filme.


Caso apareça outro filme do género (tenta ser bom só porque tem uns efeitos especiais bacanos) eu vejo outra coisa…


7/10


P.S.: O próprio Francis Ford Coppola, realizador de Apocalypse Now, corrobora as minhas palavras como descobri nesta entrevista feita ao cineasta norte-americano pelo crítico português João Lopes:
João Lopes: Sente-se atraído pelo formato de três dimensões?
F.F. Coppola: "Acho que é uma brincadeira. No essencial, o 3-D não mudou desde os anos 50, continua a ser com óculos. Não passa de uma tentativa patética dos estúdios para combater a pirataria, os downloads e outras formas de entertainment como o desporto. Alguém acredita que o 3-D pode melhorar uma má história?"

Embora não concorde com tudo, assino por baixo a última frase de Coppola.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Que Stanley Kubrick acha de "A Lista de Schindler"...


Quando lhe falaram de "A Lista de Schindler" e do Holocausto, Stanley Kubrick afirmou de forma categórica:
Think that was about the Holocaust? That was about success, wasn't it? The Holocaust is about six million people who get killed. 'Schindler's List' was about six hundred people who don't!

Traduzindo: Acham que é sobre o Holocausto? É sobre o successo, não acha? O Holocausto é sobre seis milhões de pessoas que morreram. "A Lista de Schindler" é sobre seis mil que sobreviveram!

Pessoalmente acho que Kubrick exagera nas suas críticas, mas percebo perfeitamente o que ele quer dizer. Steven Spielberg aborda o tema de modo demasiado positivista para o gosto de Stanley Kubrick, que certamente perferiria um filme ainda mais deprimente e realista sobre os horrores dos Campos de Concentração...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mestres do Cinema

Embora o meu conhecimento sobre cinema seja muito pouco vasto...já vi muitos filmes, e considero-me fã, dos seguintes realizadores:

-Stanley Kubrick, do qual vi toda a obra a partir de "Um Roubo no Hipódromo". Acho-o um génio do cinema...sem dúvida o realizador cujo estilo mais admiro. Tinha uma visão do mundo muito pessimista, relativamente parecida com a minha...Realizou o meu filme preferido, "2001: A Odisseia no Espaço", uma obra que quebra todas as barreiras do cinema...Kubrick tem muitos outros filmes de cotação máxima: "Laranja Mecânica", "Dr. Estranho Amor", "The Shining", "De Olhos Bem Fechados", "Barry Lyndon", "Horizontes de Glória". Trata-se, sem dúvida de um dos grandes Mestres do Cinema...

-Werner Herzog. Este é o realizador de que gosto mais (Kubrick é melhor na minha opinião...mas eu gosto mais de Herzog...). Selvagem, muito humano e grande pensador, Werner Herzog destaca-se pelo seu gosto pelo lado romântico. Muitos dos heróis de Herzog são rejeitados da sociedade, pobres coitados, mas sempre pessoas profundas e estranhamente inteligentes...Um grande exemplo disso é Stroszek, a personagem principal de "A Canção de Bruno S", um homem perturbado e excluído, mas estranhamente inteligente. Este filme tem o final mais espectacular de todos os filmes que vi (a galinha que dança!)...Outro filme de Herzog que fala de uma pessoa estranha e afastada é "Grizzly Man" que fala sobre Timothy Treadwell, um activista meio louco que passa o tempo da sua vida isolado com os ursos no Alasca.
Este lado o romântico e a forma extremamente selvagem de fazer cinema fez com que me tornasse grande fã de Herzog que parece defender a minha filosofia: "A melhor forma de aprender é viajar...conhecer...".
Vi cerca de 30 filmes de Herzog...dos 50 que fez....

-Luis Buñuel. Rapidamente se tornará no meu realizador preferido...Louco, anti-religioso, polémico, subversivo e genial..Quando vir mais três ou quatro dos seus filmes vai tornar-se no meu realizador preferido....
Viridiana é genial e tem das imagens mais potentes do cinema....A Coroa de Espinhos a arder...simplesmente maravilhoso...

-Woody Allen. Gosto muito das personagens que Allen cria. Inseguros, mas inteligentes os neuróticos nova-iorquinos de Allen são sempre muito bem humorados...."Annie Hall" é a sua grande obra-prima...

Outros realizadores de que gosto, ainda que conheça uma pequena parte da sua obra:
-Akira Kurosawa ("Os Senhores da Guerra" é o meu segundo filme preferido...)
-Orson Welles (à data só vi "A Sede do Mal" , que é genial...)
-Milos Forman
-Robert Altman
-Roman Polanski
-Alan Parker (que realizou o sublime "Pink Floyd: The Wall", um filme surreal sobre a dimensão humana e o sentimento de falta...)
-François Truffaut
-Alfred Hitchcock (conheço grande parte da obra, percebo por que lhe chamam o grande mestre do cinema, mas não gosto muito dos filmes dele...acho-o sobrevalorizado...)
-Sergio Leone
-João César Monteiro
-Francis Ford Coppola

é raro não gostar de um realizador...mas não vou muito à bola com estes:
-Clint Eastwood (é talentoso à brava, mas os reaccionários não me agradam e o "Clint-Clint-Bang-Bang" é da ala direita...)
-Steven Spielberg (tal como Eastwood é talentoso, mas só vê o verdinho das notas à frente)

Claro que há realizadores que são verdadeiramente maus (=sem talento), mas desses não vou falar...

Os que não conheço...:
Pier Paolo Pasolini
Vittorio deSica
Miklós Jancsó
Chris Marker
Satyajit Ray
Federico Fellini (verei 2 ou 3 em breve...)
Luchino Visconti
Andrei Tarkovsky
Peter Bogdanovich
Manoel de Oliveira
Wim Wenders
Rainer Werner Fassbinder
Jean Cocteau
Andy Warhol
Ingmar Bergman
Jean-Pierre Melville
Carl Dreyer

....

Lista que se prolonga e me embaraça como cinéfilo...
Há muito "trabalho" (do que gosto) para fazer....!

domingo, 15 de março de 2009

Dr. Estranho Amor







Dr. Estranho Amor
Ou: Como Aprendi A Deixar De Me Preocupar E A Amar a Bomba
Dr. Estranho Amor é um filme de 1964 realizado por Stanley Kubrick e interpretado por Peter Sellers e George C. Scott.
A película retrata a Guerra Fria, a guerra do medo. A U.R.S.S., que tinha como ideologia política o socialismo, e os E.U.A., cuja ideologia política era o capitalismo, eram nações que viviam com medo de serem atacadas pela outra. Então houve uma enorme corrida ao armamento e ambos os países ficaram com um número de armas suficiente para destruir o mundo várias vezes, porém este terrível ataque acabou por não se concretizar, visto que ambas temiam o poder da outra, a este momento da história da Humanidade dá-se o nome de Equilíbrio pelo Terror.
Convicto de que os comunas estão a contaminar a nação americana, Jack D. Ripper, um general completamente tresloucado ordena, num acesso de loucura, um ataque atómico sobre a União Soviética. O seu ajudante, o Capitão Mandrake (Peter Sellers), tenta desesperadamente averiguar o código para deter o bombardeamento. O presidente dos E.U.A. (Peter Sellers, novamente) contacta o primeiro-ministro soviético para lhe falar do ataque (dizendo-lhe que se trata de uma estupidez) e pede-lhe que destrua os aviões americanos. Nessa conversa o primeiro-ministro soviético salienta que se alguma bomba cair em terreno soviético a Máquina Apocalíptica, uma arma soviética que destruiria o mundo, seria activada. Dr. Estranho Amor (também Peter Sellers), o assessor do presidente, é encarregue de verificar a existência de semelhante máquina. Entretanto 30 dos 34 aviões haviam regressado, 3 foram abatidos e um foi quase destruído, porém conseguiu mandar a bomba…
Este filme passa-se apenas em três lugares: O quartel-general onde o general louco Jack D. Ripper (alusão a Jack the Ripper, Jack, o Estripador) mantém aprisionado o Capitão Mandrake (vagamente parecido com o Coronel Dax de Horizontes de Glória), que tenta “arrancar” o código para deter o bombardeamento ao General, a Sala de Guerra onde diversos políticos e oficiais decidem como chefiar as tropas. E o avião capitaneado pelo Major T.J. “King” Kong, o cavaleiro da bomba, que resistiu ao ataque soviético e que conseguirá largar a bomba.
No início do filme Stanley Kubrick faz questão de salientar que esta fita é puramente ficcional.
É um excelente filme que mostra as palermices que levam à guerra e a própria estupidez que é a guerra. Na altura do lançamento do filme gerou-se uma enorme polémica, pois viviam-se momentos de puro terror, em plena Guerra Fria. A Máquina Apocalíptica é algo muito interessante. Ambos os países possuíam material para destruir o mundo, porém isso seria tonto porque assim acabariam por se destruir a si próprios…
Neste filme Kubrick acaba por dar continuação a uma questão claramente abordada no seu filme de 1957, Horizontes de Glória. Nessa película Kubrick aponta o excessivo poder concentrado em algumas pessoas corruptas. Em Dr. Estranho Amor, o poder não está concentrado em pessoas corruptas, mas sim em pessoas loucas (Jack D.Ripper, Dr. Estranho Amor, o Primeiro-Ministro Soviético…). A ordem dada sem pensar por um General louco é respeitada pelos aviões. Na actualidade acontece o mesmo, alguns países são governados por loucos que, por poderem fazer o que lhes apetece, não têm consideração pelos povos.
Stanley Kubrick baseou-se no romance Red Alert, que adorara, escrito por Peter George. Este romance não é uma comédia, mas sim um drama, porém Kubrick achou que um drama, em tempos tão difíceis, não seria o mais aconselhável, nem o mais bem recebido pelo público.
Este filme tem interpretações espantosas por parte de vários actores. George C. Scott interpreta um general mulherengo e macho muito expressivo presente na Sala de Guerra, excelente interpretação. Porém o grande destaque vai para Peter Sellers, num triplo papel. Interpreta o honrado Capitão Mandrake, que tenta desesperadamente deter o bombardeamento, o presidente dos E.U.A., personagem fabulosa que mantém a calma de maneira brilhante num momento complicadíssimo e Dr. Estranho Amor, um cientista louco, ex-nazi e paralítico que faz a saudação nazi involuntariamente. Peter Sellers (muito conhecido por entrar em filmes da Pantera Cor de Rosa interpretando o tonto Dr. Closeau) mostra neste filme que é um actor brilhante, visto ser capaz de interpretar personagens muito diferentes do ponto de vista psicológico. Dr. Estranho Amor é a personagem mais complexa, visto ser meio gago e ter uns tiques meio esquisitos.
Dr. Estranho Amor, personagem que dá título ao filme, é certamente baseado nos cientistas nazis que realizaram experiências com seres humanos na altura da II Guerra Mundial. Estranho Amor tem várias ideias tontas para que a humanidade possa continuar a existir caso a Máquina Apocalíptica seja activada. Esta personagem paralítica dá título ao filme porque acaba por seguir o espírito da própria película: é um homem tonto com ideias fora de moda. A mão biónica tapada por uma luva deste cientista é uma alusão à mão de Rotwang, o cientista louco de Metropolis.
Este filme tem várias cenas notáveis, como por exemplo a da Coca-Cola, mas o destaque vai para duas cenas fantásticas. Quando o General Buck Turgidson briga com o embaixador russo o presidente exclama a uma frase fantástica: É proibido lutar na sala de Guerra, portanto eles podiam destruir o mundo, mas não se podia lutar lá dentro…A outra cena é uma das fotografias mais belas da história do cinema: O Major T.J. “King” Kong acena com o seu chapéu de Cowboy enquanto tenta domar uma bomba atómica que cairá sobre a U.R.S.S.
A guerra está muito presente na filmografia de Kubrick. Começa em 1957 quando Kubrick aborda um acontecimento verídico da I Guerra Mundial no filme Horizontes de Glória. Em 1964 realiza Dr. Estranho Amor, baseado na Guerra Fria. Em 1987 realiza Full Metal Jacket -Nascido Para Matar, película em que aborda o treino militar e acontecimentos da Guerra do Vietname.
Este filme tem variadíssimos momentos de puro humor. Quando o presidente diz é proibido lutar na sala de guerra, nos monólogos fabulosos entre o presidente americano e o Primeiro-ministro Soviético, naquele fabuloso momento em que Jack D. Ripper ordena as suas tropas a dispararem sobre qualquer alvo que tente comunicar com a base, o que leva a que as tropas americanas ataquem uma base americana, no momento em que T.J. King Kong cavalga na bomba, na altura em que Dr. Estranho Amor dá vários conselhos idiotas para evitar a extinção da espécie, quando Jack D. Ripper devaneia sobre os fluidos corporais dos homens, no momento em que Mandrake tenta comunicar com o presidente a partir de uma cabine telefónica…enfim todo um rol de acontecimentos sem sentido, que acabam por suceder devido à estupidez que é a guerra e à burrice dos intervenientes…
O filme termina com a belíssima canção de Vera Lynn We’ll Meet Again. Esta cantora foi diversas vezes homenageada pela banda Pink Floyd e tornou-se famosa na II Guerra Mundial. Enquanto esta música passa vão-se sucedendo imagens de bombas a rebentar num momento Apocalíptico. É um dos momentos mais belos da história do cinema, também por ser um momento cómico. Com esta música Kubrick tenta ironizar um acontecimento possível e terrível com uma música calma e alegre sobre o encontro entre os homens. Este não era o final inicialmente pretendido por Stanley Kubrick. Um outro final chegou a ser gravado: todos os presentes na Sala de Guerra iniciam uma batalha de tortas que os encherá de creme. Mais tarde Peter Sellers, que tinha uma excelente relação com Kubrick, propôs-lhe outro final, aquele que acaba opor ficar para a História. No final o realizador optou pelo final com as bombas a cair, visto que o outro tiraria completamente a ideia que o filme queria transmitir. No meu entender acho que fica melhor vermos a raça humana desaparecer ao som de Vera Lynn.
Este é um filme muito masculino, não só por tratar de assuntos de poder e de guerra, mas também por apresentar no elenco apenas uma mulher, a secretária e amante do General Turgidson.
Toda a película é filmada a preto e branco com intenção de mostrar quão negros eram os tempos que se viviam e talvez a crueldade humana.
Este filme ganhou vários BAFTA e foi nomeado para quatro Oscares: Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Actor (Peter Sellers) e Melhor Argumento Adaptado. Kubrick foi um realizador estranhamente ignorado pela Academia. É um fabuloso realizador de filmes de culto que marcam várias geraçõs, mas acaba por vencer apenas um Oscar, o de melhores Efeitos Especiais em 2001: Odisseia no Espaço. A AFI (American Film Institute) considerou Dr. Estranho Amor a terceira melhor comédia de sempre, apenas ultrapassada por Quanto Mais Quente Melhor e Tootsie( inexplicável o facto deste filme ser considerado melhor que Dr. Estranho Amor…). Na lista de 100 melhores filmes de sempre, Dr. Estranho Amor encontra-se em vigésimo sexto.
A cada novo visionamento esta obra parece ganhar um novo sentido.
Realizador: Stanley Kubrick
Actores: Peter Sellers, George C.Scott, Sterling Hayden e Keenan Wynn
Título Original: Dr. Strangelove Or: How I Learned To Stop Worrying And Love the Bomb
Reino Unido-1964



99/100