Mostrar mensagens com a etiqueta Loucura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Loucura. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Die Hard por Konstantin Bronzit


Haverá minuto de cinema mais inteligente, espantoso e genial que este? Bronzit critica a loucura e estupidez dos filmes americanos violentos em que tiros são disparados em todas as direcções sem qualquer razão aparente.
As imagens utilizadas são tão poderosas, que as palavras de pouco servem para descrever esta hilariante obra-prima do cinema constítuda por apenas um minuto.

10/10

Página do Imdb para o filme

Mais informações sobre Bronzit no blog

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

American Psycho - A Loucura do Consumista



Este filme, realizado no ano 2000 por Mary Harron e interpretado por Christian Bale, pretende reflectir sobre inúmeras questões muito interessantes.
A acção passa-se nos anos 80. Os yuppies, trabalhadores de Wall Street, viviam prosperamente. Os anos dourados de Ronald Reagan. O consumismo nunca atingira aquelas proporções. Patrick Bateman é um desses yuppies, um homem complexo que não convive bem com a ideia de conformismo dos seus amigos. Ao contrário do que seria de esperar, Bateman não se afasta do seu meio (até porque quer fazer parte dele), mesmo tendo consciência de que os seus amigos vivem uma vida espiritualmente vazia, sem emoções em que o quotidiano assume o seu controlo sobre as suas existências. O dia-a-dia de Patrick Bateman é tão entediante que ele precisa de encontrar um meio de fugir à normalidade, de se diferenciar dos outros, de escapar à sua realidade, portanto, Bateman, nas suas escapadas nocturnas inicia jogos macabros com prostitutas, encontros com colegas de trabalho que acabará por matar, etc…



Neste filme temos um claro caso de dupla personalidade. O Bateman calmo, muito semelhante aos seus colegas, com um gosto requintado, boa música, bons restaurantes, boas roupas, resumindo, boa vida. Ele e o seu grupo de amigos são a personificação do consumismo. Esbanjam dinheiro em tudo e conversam de coisas superficiais, levando uma existência vazia e quase ridícula. O Bateman nocturno (porque é maioritariamente à noite que o monstro se liberta) é obscuro, profundo e corroído pelo ódio a tudo e todos que o rodeiam. O Bateman nocturno vai tomando poder e, a meio do filme, apodera-se definitivamente do pacífico e trabalhador yuppie. Quando isso acontece temos uma fusão entre o homem consumista, preocupado com as aparências e o estatuto e um depravado serial-killer. Essa união acaba por resultar num verdadeiro monstro disposto a destruir tudo e todos. A “concorrência” de Bateman, os yuppies que o superam no trabalho, aqueles que se vestem melhor e, principalmente, os que têm cartões de apresentação melhores (a cena é assustadora) são alvo do ódio eterno daquele homem profundo. A necessidade de superar os adversários, o desejo de se ser o melhor são coisas que estam sempre em voga, principalmente quando se fala do Homem como espécie. A ambição de se ser superior aos concorrentes para se ter mais estatuto e ser tido mais em conta pelos que lhe estão próximos foi sempre determinante na evolução do Homem ao longo dos séculos. Este filme aborda esse tema de um modo muito inteligente, o que o torna num dos mais importantes exercícios cinematográficos do ano 2000.

A realização contida de Mary Harron dá ao filme um toque irreal e aquele final misterioso que nos deixa a pensar na verdadeira essência dos actos da personagem principal são pequenas coisas que tornam o filme melhor.

A interpretação de Bale é estranha. O actor norte-americano interpreta Bateman de uma forma muito diferenciada de cena para cena. Este facto dá à personagem a desejada dupla personalidade que a caracteriza. Tenho muita dificuldade em classificar ou falar da interpretação de Christian Bale.



Bateman é, também, um fanático na manutenção da linha. “Podemos sempre parecer mais magros” diz, a certa altura. Essa frase encerra em si o espírito da personagem. Podemos sempre ser melhores, ou, pelo menos parecê-lo, e é isso que ele deseja, parecer melhor. Patrick Bateman é um exagero da realidade, mas não anda muito longe dela…

Caricatura de uma estranha realidade

Influência dos E.U.A.?

As duas últimas imagens podem abrir caminhos a novas discussões, pelas quais não enveredarei, até porque sou suspeito no que toca aos E.U.A., mas mostram quão complexo é o filme.

American Psycho é um filme poderoso, que pode ser visto como uma crítica mordaz ao conformismo e ao consumismo, mas também pode ser visto como uma comédia macabra ou, porque não (?), ambas as coisas…

7,5/10

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Que Stanley Kubrick acha de "A Lista de Schindler"...


Quando lhe falaram de "A Lista de Schindler" e do Holocausto, Stanley Kubrick afirmou de forma categórica:
Think that was about the Holocaust? That was about success, wasn't it? The Holocaust is about six million people who get killed. 'Schindler's List' was about six hundred people who don't!

Traduzindo: Acham que é sobre o Holocausto? É sobre o successo, não acha? O Holocausto é sobre seis milhões de pessoas que morreram. "A Lista de Schindler" é sobre seis mil que sobreviveram!

Pessoalmente acho que Kubrick exagera nas suas críticas, mas percebo perfeitamente o que ele quer dizer. Steven Spielberg aborda o tema de modo demasiado positivista para o gosto de Stanley Kubrick, que certamente perferiria um filme ainda mais deprimente e realista sobre os horrores dos Campos de Concentração...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Noite e Nevoeiro - Bem-Vindos ao Inferno





Documentário realizado pelo grande cineasta francês Alain Resnais. Trata-se de um filme que retrata a doentia realidade dos Campos de Concentração Nazi e do Holocausto. Imagens de arquivo a preto-e-branco contrastam com as cenas filmadas por Alain Resnais numa cor esperançosa. O realizador dirigiu-se a campos de concentração da Polónia e da França para filmar os locais onde, dez anos antes, haviam ocorrido atrocidades horríveis.

A tristeza do narrador contrasta de forma brilhante com as imagens de destruição e mortandade. É um filme muito triste e deprimente que nos faz perceber quão cruel pode ser o homem. Imagens muito perturbadoras de pessoas mortas, contorcendo-se a tentar fugir através do arame farpado. Perto do fim do filme vemos vários oficiais dizendo que nada sabem dos crimes...Pois...se eles não sabem, quem sabe? São essas as questões com que nos confronta o narrador...há imagens do que aconteceu...imagens eternamente gravadas...imagens que encerram em si poderosas provas da loucura a que o homem pode chegar...Alain Resnais levanta a possibilidade de uma repetição da catástrofe.

Pessoalmente acredito que é possível haver um novo Holocausto...As pessoas continuam cegas e facilmente influenciáveis....Se aparecer um líder louco e destemido como Hitler e alguém lhe der ouvidos acho altamente provável que haja uma nova catástrofe...aliás o homem, como espécie parece particualr predisposto para a guerra, para as quezílias, para o ódio, para o caos, para a destruição, para a alienação, para o preconceito...

Noite e Nevoeiro é um filme muito profundo que nos confronta com questões interessantíssimas....

10/10